Pretty Little Liars terá terceira temporada!


A série televisiva Pretty Little Liars, exibida nos EUA pela ABC, foi renovada para uma terceira temporada. Serão 24 novos episódios de uma hora, programados para ir ao ar no meio de 2012. Sério mesmo que precisaremos esperar mais uma season pra descobrir a identidade de A?

É sério. Pra mim, a série ficou chata do meio da primeira temporada pra frente (apesar de nos últimos episódios a coisa ter esquentado!), mas a curiosidade é maior. Só continuei assistindo porque quero desesperadamente descobrir quem é A!

Enquanto isso não acontece, vamos assistir uma prévia da volta da segunda temporada? :)




IT'S TIME TO KICK SOME A!!!!!!



Fonte: ABC Family

Novidade para os cariocas!

E aí, galere?
Muitos de vocês, assim como eu, sonham em se tornar escritores um dia. Por isso, a fim de ajudar nós, futuros profissionais, a escritora Lycia Barros está organizando um curso, cuja duração será de dois dias. Serão apresentadas técnicas para criação de sinopse, personagens, enfim, a coisa toda.



O pagamento deverá ser feito via depósito bancário e o local exato dependerá da quantidade de alunos. Pra tirarem todas as dúvidas, melhor mandar um e-mail direto pra Lycia. Vai que eu digo alguma besteira, né?

E aí, o que vocês acharam da ideia do curso? Contem nos comentários!
Um beijo!


"A autora Lycia Barros reside com o marido e os filhos em sua cidade natal: Rio de Janeiro. Hoje, como sua função principal, atua apaixonadamente como escritora. Paixão essa, herdada desde que cursou letras na UFRJ. Seu primeiro romance foi o livro que já é sucesso "A Bandeja- qual pecado te seduz?" lançando em Outubro de 2010. Acesse o canal da autora e saiba das novidades: http://www.youtube.com/user/LyciaBarros
O que pensa sobre livros: A Bíblia é o livro dos livros. Inspirada por Deus, escrita pelos homens, concebida no céu, nascida na terra, odiada pelo inferno, pregada pela igreja, perseguida pelo mundo e crida pelos fiéis. Se tiver que ler algo primeiro, leia ela." Texto retirado da página da autora no skoob



A Bandeja - Qual pecado te seduz?, Entre a Mente e o Coração e Tortura Cor-de-Rosa

Liberte Meu Coração, de Meg Cabot

E aí, pessoas?
Como prometido, aqui está a resenha de Liberte Meu Coração, o romance sexy de Meg Cabot, uma das minhas escritoras preferidas <3


Finnula Crais é a caçula de seis (!) irmãs e um irmão e a mais excêntrica de todos eles. Contrariando os bons modos referentes às damas inglesas, a jovem costuma andar em calças de couro apertadas, afinal, como caçar enquanto segura a barra da saia? Exato: a menina, além de ser nem um pouquinho prendada, possui a melhor pontaria da aldeia, desbancando muitos homens por aí. Apesar disso, toda essa singularidade não parece afetar sua reputação, pois é graças à ela que os vassalos do conde de Stephensgate conseguem sobreviver ao inverno.

Para se somar aos seus problemas com a justiça (por dar uma de Robin Hood nas propriedades do conde), Finnula se vê numa enrascada ainda mais perigosa: uma de suas irmãs, a desmiolada Mellana, se apaixonou por um trovador (veja só, um trovador!) e ficou grávida dele! O problema é que a muito sensata jovem decidiu gastar todo o seu dote com vestidos, fitas e bugigangas. E agora, José? Para alívio - ou não - de Finnula, Mellana parece ter uma solução bem simples. Com as habilidades muito refinadas da irmã mais nova, vai ser mole sequestrar um homem rico e pedir resgate por ele, até porque essa é uma prática comum por esses ares.

Finnula, então, parte em busca de uma vítima e encontra um cavaleiro - rico, diga-se de passagem - retornando das Cruzadas. Perfeito! Mas ela não imagina que o rapaz, tão convencido e irritante, não é ninguém mais ninguém menos que o herdeiro de Stephensgate, logo seu Senhor!

Durante essa jornada, a atração entre eles ficará praticamente impossível de resistir, enquanto a cada momento, mais e mais mistérios se colocarão no caminho dos dois.


Já disse algumas vezes por aqui como me gusta personagens femininas e fortes. Ainda mais em romances históricos, quando estas mulheres desbancam a cultura patriarcal da época. Finnula é ótimo exemplo disso: é forte, sabe caçar, briga com os homens e é respeitada por isso. Só aí ela já me conquistou. O fato de ainda ser caridosa com os vassalos do conde - morto -, submetidos aos caprichos de um intendente muito do abusado e sua filha piranha, só serviu para somar mais pontos à personagem. Traduzindo em palavras do próprio livro:

"Se ele esperava que seu tom de voz aflito fosse conquistar a simpatia da garota, ficou desapontado. Ela não parecia possuir nenhum sentimento que ele normalmente esperava em uma mulher, a compaixão inclusive.", pág. 59


Isso nos leva a Hugo, inicialmente apresentado como Hugh, o cavaleiro sequestrado. Ele é um homem mais encaixado em sua época. Apesar de ficar encantado com Finnula e sua excentricidade (leia-se: sua bunda em forma de coração, muito bem revelada pelas calças apertadas), acredita que o lugar de uma mulher é na cozinha, o que só o torna mais irritante. Por isso, a princípio, Finnula se sente ofendida, pois o homem, apesar de visivelmente submetido à ela, não a vê como uma ameaça. Logo, nas primeiras páginas, não há muitos sinais de envolvimento entre o casal.

Enquanto isso, a curiosidade de Hugo sobre Finnula sustenta a situação, pois ele podia facilmente se livrar dela e ainda prendê-la por tanta insolência quando chegassem ao condado. Apesar disso, seus desejos - físicos - em relação à jovem mantém os dois juntos até o fim da saga.

Como podem ver, a história gira muito em torno disso aí... Por isso, durante a leitura, me surpreendi com o tamanho do livro, pois parecia ser grande demais pra uma trama tão sem graça. No começo, a narração fica entre os pensamentos de um em relação ao outro e as cenas de sexo. Aí fica cansativo, sabe? E sem sal. Não me prendeu.

Além disso, tudo acontece rápido demais, bem ao estilo Riordan de ser. Todas as 404 páginas se desenrolam ao longo de, no máximo, duas semanas. E quando vocês lerem vão entender porque estou reclamando disso, pois fatos importantes demais, que na vida real demorariam meses, se não anos para acontecer, ficam compactados de um jeito muito artificial em Liberte Meu Coração.

E, acima de tudo, o final é previsível. Desde o começo já sabia qual ia ser o desfecho de cada personagem. Exceto o de Mellana, mas ela não faz muito diferença depois de mandar Finnula caçar um macho.

Enfim, é por causa disso tudo que Meg Cabot, pela primeira vez, me decepcionou. Esperava muito mais do livro escrito pela Princesa de Genovia =) Vai ver foi esse o problema, né? As expectativas.

Um beijo!

Inspiração de Sexta #6

Oi, gente =)
A resenha de "Liberte Meu Coração" já está saindo, aguentem mais um pouco! Esse fim de semana ainda sai, promise.

Com a inspiração de hoje, trago mais um acapella, dessa vez de um dos clássicos da Disney: Mulan! É o meu preferido *-*



Essa não é uma das melhores apresentações do grupo em qualidade e tal... Mas é tão comédia que vale super a pena!
Beijos =)

Identidade Roubada, Chevy Stevens

Oi, gente bonita =)
Não irei enrolar hoje, porque vocês precisam ler essa resenha!

Annie O'Sullivan é o meu tipo de mulher: independente. Ela é uma corretora bem sucedida, solteira e mora na casa perfeita (comprada com seu próprio dinheiro). Em um dia comum de plantão de vendas, um sujeito aparece interessado na casa. Não muito bonito, mas extremamente simpático. Tudo corre bem, até a hora em que uma arma é apontada para suas costas e Annie é obrigada a entrar em uma van. Sem chance de escapar, ela vai parar em um chalé no meio das montanhas onde será trancafiada por um ano. Lá, é submetida aos caprichos do Maníaco, o sequestrador. Durante esse inferno, é obrigada a servir de esposa perfeita para um cara completamente pirado da ideias.

Annie revela sua história a uma terapeuta durante vinte e seis sessões (não a primeira com a qual se consultou, mas sem dúvida a mais eficiente) enquanto tenta desvendar alguns mistérios do seu sequestro. Durante esse processo, Annie tenta juntar os caquinhos restantes da sua vida. Depois de uma tragédia desse porte ninguém volta a ser o mesmo.


Identidade Roubada é um livro pesado. A carga psicológica dele é muito grande. Também pudera! Ter sua rotina controlada por um estranho, sentir sua vida nas mãos de outra pessoa... Parece bobeira quando se fala assim, mas quando me colocava no lugar de Annie, a dimensão do cativeiro se tornava real. Penso que não poderia mais dormir até meio-dia, comer chocolate antes do almoço ou ler quando quisesse. Todos esses pequenos hábitos fazem parte da nossa personalidade e quando são tirados de nós, perdemos a identidade. Mas no caso de Annie, absolutamente tudo foi tirado dela, até a luz do dia. E para alguém independente, o efeito dessas privações é ainda maior. Antes não era preciso pedir permissão para nada. Agora, qualquer movimento não dependia mais só de sua vontade.

O Maníaco (se apresentou à vítima como David, o nome do pai dela. Analisem o tamanho da loucura!) é um personagem repetido pra mim. Já o vi em 3096 Dias, de Natascha Kampusch (mas nesse caso o sujeito realmente existiu). A questão é que tanto o psicopata real quanto o fictício queriam construir uma família de seriado americano: perfeita. Desejavam um retrocesso no tempo, não uma mulher moderna. No caso real, isso não era possível porque, bom... Natascha era apenas uma criança e não podia ser vista, pois eles moravam numa casa no meio da cidade. Mas na ficção, longe da vista dos outros, tudo é possível. E o Maníaco colocou seu plano doente em ação. Fez de Annie a esposinha perfeita. Ela limpava, cozinhava e dava prazer à ele.

Imaginem o quanto essa situação não ferrou com Annie... Quando conseguiu fugir do chalé, sua vida ficou de pernas pro ar. Primeiro porque se livrar dos hábitos do Maníaco - impostos à força - é uma tarefa complicada, uma vez que seu cérebro estava preso a eles. Segundo porque falar sobre o assunto era extremamente doloroso. Terceiro e pior: os repórteres. A mídia estava interessada na sua desgraça, mas tirar vantagem daquela história parecia errado. Não posso contar o porquê.

Todos os personagens do livro são únicos e fundamentais. Uma me chamou atenção: Lorraine, a mãe da protagonista. É uma mulher linda, sexy e extremamente perturbada. Quando lia as cenas de memória que retratavam a relação de Annie com Lorraine, ficava indignada. A mulher me parecia extremamente imatura, cheia de atitudes infantis. Brigava por coisas bobas, era teimosa, de fazer birrinha mesmo. Não simpatizei com ela.

Bom, querem um conselho? Não leiam se vocês forem sensíveis demais. Confesso ter ficado um pouco impressionada, com medo, sabe? Porque afinal, essas coisas acontecem de verdade, principalmente com mulheres. A possibilidade parece distante pra nós, mas não é. Todo cuidado é pouco.

Dou uma nota 100 de 10 nesse livro. Chevy Stevens me conquistou nessa leitura e quero muito ler suas próximas obras.

Um beijo! =)

P.S.: Eu poderia contar detalhadamente as primeiras duzentas páginas e o final continuaria surpreendente.


[Book Tour] Tortura Cor-de-Rosa, de Lycia Barros

Oi, gente!
Coloquei recentemente o banner do book tour ali do lado. Fiquei muito animada em fazer parte dessa experiência e não me arrependi nem um pouco. Não só porque esta resenha será positiva, como também porque até agora não deu nenhum problema, tudo está correndo conforme o combinado.

Em "Totura Cor-de-Rosa - Porque as meninas também saber ser crueis", conhecemos Ava, uma mineira filha de militar. Pra quem não sabe, é comum os militares se mudarem muito, pois eles recebem incentivo ($$) pra isso. Assim, Ava rodou várias cidades do Brasil e foi obrigada a se despedir dos amigos repetidas vezes. Com o tempo, resolveu não se apegar demais, porque né? Imagina só ser obrigada a dizer adeus às melhores amigas mais de três vezes ao ano! Consegue se imaginar fazendo isso? Pois é. Então a branquinha de cachos indomáveis tornou-se tímida e fechada. Pra piorar, sua mãe Clara, não é das mais carinhosas. A única relação 100% boa da sua vida é com o pai Tadeu.

Como resultado de mais uma das mudanças, Ava foi parar na maior cidade do Brasil: São Paulo. Na nova escola, ela tenta ser como antes, passando despercebida. Porém, logo de cara, Ava acaba se metendo com a rainha do colégio, a Jaque (parece coisa de filme americano, mas todos sabemos que essa é uma realidade) e a partir daí, a toda poderosa e sua gangue de bitches dedicam grande parte do seu tempo em fazer da vida de Ava um verdadeiro inferno. Somados a isso, temos as notas baixas, a melhor amiga Yoshie também ameaçada, um problema familiar extremamente doloroso e um grande amor correspondido, que parece impossível. E agora, José?

Pode até existir, mas nunca vi um livro cujo foco fosse o bullying. Na maioria das vezes, ele acaba sendo uma consequência da trama e não O tema principal. Esse foi um dos motivos para eu me inscrever no book tour, além da experiência inédita. Aliás, gostei muito de participar! Era pra eu ter enviado o livro hoje, mas está chovendo bastante aqui no Rio.

Primeiramente, gostaria de ressaltar um ponto importante no enredo: a religião. Ava e sua família são protestantes, portanto os valores e atitudes deles correspondem, muitas vezes, ao que está escrito na bíblia. Apesar da forte presença de Deus na vida dos personagens, os não-cristãos - como eu - não se sentirão ofendidos. Assim, alguém poderia dizer "não vou ler esse livro porque sou espírita/budista/católico/ateu", mas não é como se Lycia tentasse te converter nem nada do tipo. Obviamente, um dos objetivos dela é mostrar como Deus pode te ajudar em momentos difíceis, porém não é nada insistente nem massante. Ela deixa a mensagem e cabe a você seguir ou não. Entende?

Além disso, gostei muito da narrativa. É bem tranquila, fácil de ler e muito bem escrita. Tinha comentado na resenha anterior sobre o estilo de Hannah Howell, como ela pula de personagem em personagem durante os capítulos. Me surpreendi quando vi Lycia fazendo isso. Vira e mexe entramos na cabeça de Yoshie, Lucas (o amor de Ava) e até Tadeu, por breves períodos.

Pra mim, "Tortura Cor-de-Rosa" seria perfeito para atividades extra-curriculares. A maioria dos livros que li na escola eram chatos por serem fora da atualidade. Esse não, ele é bem próximo da gente por se passar em um ambiente conhecido por todos e narra situações comuns no dia a dia de todos os estudantes. Quem nunca praticou ou sofreu bullying com certeza está mentindo, desculpe. Às vezes a gente nem percebe ou é sem querer, mas uma hora ou outra acaba acontecendo. Além disso, seria uma ótima lição para a direção das escolas. Como percebemos na história, nem todos os diretores ou coordenadores estão preparados para lidar com essas brincadeiras "inofensivas".

Impressão final: recomendo. Lycia superou minhas expectativas, sério mesmo.

P.S.: Quem quiser ler as outras resenhas de "Tortura Cor-de-Rosa", é só clicar aqui.

A Vidente, Hannah Howell

Oi, gente!
Andei sumida com os livros porque o colégio está naquela reta final assustadora e estou tendo certos probleminhas com as exatas... Mas tudo será resolvido!

"A Sensitiva", o segundo livro da trilogia Wherlocke, estava na minha lista da Bienal. Cheguei no estande da Lua de Papel e o vi lá, ao lado de "A Vidente". Não sabia dos detalhes das fitinhas (pra quem não sabe, há um par de fitas de cetim, com as quais amarra-se o livro num laço, como se estivesse selando-o) e achei encantador! Foi só um motivo a mais pra comprar. Depois, quando cheguei em casa e fui olhar algumas resenhas, descobri que esse era o segundo volume da série! Se vocês repararem, não há nenhuma indicação desse gênero na capa nem em lugar nenhum, a não ser na sinopse onde diz "Deixe-se levar por mais uma emocionante história da família Wherlocke". Fiquei in chocks e comprei o primeiro pela internet, porque né...

A história se passa na Londres do século XVIII, ao redor de Julian Kenwood, o conde de Colinsmoor. O pobre homem casou-se com o demônio em pessoa sem saber: sua esposa Beatrice, uma bela jovem com dotes - físicos - extraordinários, uniu forças com Arthur Kenwood, o tio de Julian, a fim de lhe tomar o poder. Além de compactuar contra o marido, ainda se deitava com metade do país, por pura luxúria. Depois de anos convivendo juntos, o conde finalmente descobriu parte da verdade. Para aumentar seu sofrimento, o herdeiro de seu patrimônio nasceu morto. Assim, ele desistiu da vida e se entregou de vez aos prazeres do álcool e dos prostíbulos.

Porém, Julian não sabia que a morte de seu filho era só mais uma armação da dupla de canalhas. Beatrice trocou o bebê por outro à beira da morte (pois se Julian tivesse um herdeiro, os planos de Arthur se tornariam mais complicados), fruto de uma mulher pobre e viúva, Laurel Wherlocke. Abandonou a criança com a moça, quase morta por conta do parto e enterrou o natimorto como seu. Mas escondida em um cantinho, só observando e esperando o momento certo para aparecer, estava Chloe Wherlocke, irmã de Laurel. Depois de se despedir, ela pegou o bebezinho para si e o criou à sombra da sociedade. Quando necessário, apresentava-o como seu sobrinho.

Durante um tempo de três anos, Chloe e seu primo Leo trataram de cuidar de Julian, vigiando seus passos de um modo furtivo: sobre as famílias Wherlocke e Vaugh, correm boatos de maldições, dons, visões, essas coisas. Os boatos são verdadeiros. A jovem é capaz de sentir ou prever o futuro. Em toda a sua família, há poderes desse tipo: o primo Modred é capaz de ler os sentimentos das pessoas, por exemplo. E, dessa maneira, ela cuidava para que Julian não saísse ferido das tentativas incansáveis de Arthur e Beatrice em matá-lo. Nessa brincadeira, Julian acaba se unindo a Chloe e Leo, e juntos começam a fazer os preparativos para desmascarar o tio e a esposa.


De começo, a narrativa me deixou bem irritada. A quantidade de pronomes "que" é excessiva, assim como as expressões "as/os tais". Portanto, olhava torto pro livro, de má vontade. Não parei de ler porque o romance entre Chloe e Julian estava ficando muito bom! Isso porque era meio proibido, pois o rapaz ainda era casado com a megera. Mas o conde queria ver o diabo de pênis ereto, mas não Beatrice! Portanto, o desejo entre os dois só vai crescendo e evoluindo para uma paixão ardente. Por isso algumas pessoas reclamaram da falta de relação entre as atitudes dos personagens e a época que viviam: o casal é bem safadinho! Logo, se você é religioso ou não gosta de cenas picantes - BEM picantes! - não chegue perto de "A Vidente".

Além da safadeza (haha), gostei do estilo de Hannah - depois de me acostumar com cinco "que" por período -. Ela escreve em terceira pessoa, mas não se restringe a um só personagem por capítulo. A narração salta de Chloe para Julian em questão de parágrafos, sem tornar a leitura confusa. Nunca tinha visto algum autor fazer isso antes.

Outro ponto positivo: a força das personagens femininas. Temos a direta Lady Marston, uma milady que de senhora não tem nada. Ela não tem medo de falar na frente, sabe? Se for preciso, sacode o dedo até na cara da Rainha! Tem também a mãe de Julian, Lady Evelyn. Antes uma lady bem educada, perfeita condessa, até descobrir as atrocidades cometidas contra o filho e um neto vivo, quando ela se une à causa e ajuda bastante na luta contra o tio malvadão. Durante um curto período, temos também contato com Simone, uma espiã francesa que esconde canivetes embaixo das saias. Mas gosto mesmo é da Chloe. Ela é doce e diferente das outras mulheres: não sente necessidade em andar toda embelezada e odeia eventos sociais. Numa época onde aparência é tudo, Chloe prefere a naturalidade. Julian a descreve com perfeição no seguinte parágrafo:

"Julian sorriu ao ouvir a resposta que não passou de um gemido. Após passar anos à procura de mulheres elegantes, refinadas e bem educadas na arte da feminilidade, ele percebeu que uma das coisas que mais apreciava em Chloe era justamente o seu jeito natural. Chloe não escondia quase nada sobre si mesma, não se fingia de recatada - isso fazia com que ele se sentisse mais confortável quando estavam juntos do que jamais tinha se sentido na presença de qualquer outra mulher.", pág. 116

Quero mostrar também esse exemplo de como Chloe não é uma mulher convencional para a época:

"Deixando de lado a surpresa por Chloe não estar sentada quietinha, com as belas bochechas enrubescidas, esperando que seu destino fosse decidido por homens, Julian olhou para os dois primos." pág. 82

Entenderam? Apesar de frágil, ela não faz o tipo "mocinha em perigo" e adoro mulheres fortes, determinadas, que não têm medo das reações masculinas, principalmente se for no século XVIII.

Considerações finais: LEIAM. Pode não ser o melhor romance do mundo, mas pra mim valeu muito a pena!

Beijos e até a próxima :)

Links de Domingo #3

Estou com mais uma reunião de links quentinha pra vocês =)

[ENTREVISTA] Luiza Salazar, autora de Bios e Sete Selos, abre o coração lá no Sobre Livros.
[SORTEIO] MEGA sorteio de livros no House of Chick em conjunto com o True Insights. (até 08/01/2012)
[SORTEIO] Cidade dos Ossos, Cotoco, O Menino do Pijama Listrado (AMO!) e Penélope estão procurando por um dono ou dona lá no Leitoras Anônimas. (até 11/12)
[RESENHA] Banidos, de Sophie Littlefield, ganha mais uma crítica no Desigusson.
[NOTÍCIA ESTRANHA] Serial Killer lança livro infantil. Mais informações lá no Leitora Viciada.
[SORTEIO] São tantos kits que já perdi a conta! Em No Mundo dos Livros. (até 09/12)

O gatinho está de castigo pela pouca quantidade de links nesta semana :(


"Quando vou poder sair daqui?"


Boa noite e até mais!

Atividade Paranormal 2

Oi, gente =)
Essa semana assisti "Atividade Paranormal 2". Marquei presença no filme um pouco tarde demais (já saiu o 3!), mas existe uma explicação pra isso: não gosto de filmes de terror. Odeio, na verdade. O motivo? MORRO DE MEDO. Fiquei traumatizada quando, aos três/quatro anos, me obrigaram a ver "A Múmia". O filme pode ser idiota pra vocês, mas eu era criança na época. Agora não assisto mais nada do gênero, nem séries e nem LIVROS. Me emprestaram "Dumakey", de Stephen King, e acabei devolvendo antes de terminar. Cada um com seus medos, ok?
Bom, como tinham me convidado pra assistir, acabei indo. Até porque tinha visto o 1 - meu pai me obrigou, vejam só! - e não tinha achado TÃO ruim.


Eu assistindo Atividade Paranormal e meu namorado - figurativamente - rindo ali do lado


A história é simultânea à primeira. As irmãs Katie e Kristi sofreram com fênomenos sobrenaturais quando crianças. Esses fatos são mencionados no primeiros filme por Katie, sem revelar muitos detalhes. Ela acredita numa relação entre essas experiências e as atuais. Então, no segundo filme, mostra-se o segundo lado da história, o da irmã Kristi.
Ela mora com o marido, a enteada Ali, o filho Hunter, a cadelinha - fofa! - Abby e a empregada Martínez. Essa é a primeira a notar os acontecimentos estranhos. Por isso, começa a benzer a casa com uma espécie de incenso, a fim de espantar os "maus espíritos". Porém, Kristi e seu marido não gostam disso. Eles acreditam que o cheiro faz mal ao bebê Hunter e acabam despedindo a empregada. A partir daí, as peripécias do espírito se tornam cada vez mais constantes. Apenas Kristi e Ali acreditam em Martínez. O homem insiste nas explicações racionais: "ah, foi só o vento". Ao comentar os fatos com a irmã, Kristi é repreendida e orientada a não falar mais sobre o assunto.

Mais do mesmo. Panelas pegando fogo, portas batendo, barulhos de passos onde não tem ninguém... Sério, é a mesma coisa do primeiro! Só com um fundo diferente. E nem tanto assim, né, porque as pessoas envolvidas são as mesmas. O adendo do 2 são as descobertas dos porquês. Ali está decidida a provar ao pai a razão de Martínez e começa a pesquisar sobre demônios e coisas assim. A maior parte das cenas é gravada por ela ou pelas câmeras de segurança da casa. O filme termina um dia após a morte de Micah (que aconteceu no primeiro).

Minha opinião final é: perda de tempo, porque já vimos tudo isso. Bom pra tomar sustos e dar risadas com os amigos medrosos (eu não era a única, ok?), mas nada de especial.

P.S.: Não fiquei com medo depois (só um pouquinho) =)



Inspiração de Sexta #5

Então, pra animar o fim de semana de vocês, apresento o BEBÊ RAMBO!

Bom resto de sexta e bom fim de semana! Super beijo =)

Estendendo a família

E aí? Como vocês podem ver, fiz algumas mudanças no blog. Além do visual novo (a Nuvem ficou triste por não estar mais tão grande no cabeçalho), o Vire a Página virou um domínio! Fiquei tão emocionada! Apanhei um pouco do servidor pra conseguir ajeitar tudo, mas consegui - ainda faltam algumas coisinhas, mas vamos deixar isso em off -.

Além do layout, consegui duas parcerias. A primeira delas já está no ar há algum tempo e não é do tipo convencional. A Editora Underworld, por receber muitos pedidos de parceria, resolveu criar o Bolsa Blogueiro, um programa que beneficiará uma quantidade maior de blogs. Achei justo e fiquei muito feliz, é claro, por ter sido escolhida! Portanto, aguardem mais resenhas dos livros da Underworld =)

A outra parceria é com a Giz Editorial. A conheci pela primeira vez na bienal de 2009. Na ocasião, estava sendo lançado "Kaori - Perfume de Vampira". Na época, Crepúsculo estava estourando, então vampiros estavam na moda. Quando passei pelo estande e vi o livro, pensei "ahh, ele estão pegando carona na moda". Mas, por algum motivo (provavelmente por causa do nome japonês. Já tive minha época de viciada em animes), comprei e ganhei um autógrafo da super simpática Giulia Moon. No fim, acabei gostando MUITO da Kaori e outras criaturas criadas pela Giu. Esse ano, também na bienal, foi lançado "Kaori 2 - Coração de Vampira" e ele estava na minha lista de compras. Meu namorado e eu procuramos incasavelmente pelo estande da Giz, mas não achamos. Depois olhamos no jornalzinho, onde tinha a listagem das editoras e a Giz não estava lá! Acabei ficando sem Kaori :(

Espero poder conseguir mais parcerias. O blog está crescendo aos poucos e estou dando meu máximo pra deixá-lo bonito e bem feito. O vestibular tem me sugado bastante tempo, porém agora estamos no fim do ano e quando essa loucura toda acabar, podem ter certeza: o Vire a Página vai ficar cada vez mais atualizado e cheio de novidades! Beijo, people!

 
Layout feito por Adália Sá | Ilustração Marina Sampaio